sexta-feira, 26 de março de 2010

Manifesto de solidariedade às Damas de Branco Cubanas.

MANIFESTO DAS MULHERES DE SÃO PAULO EM APOIO ÀS DAMAS DE BRANCO DE CUBA

Nós, mulheres da capital paulista, independente de crença ou partido, pedimos o apoio da população, especialmente das mulheres, para que participem da forma como julgarem conveniente – de orações a mobilização – da luta das mães e mulheres dos presos políticos cubanos.

As Damas de Branco, como estão sendo chamadas, protestam pacificamente contra a ditadura de Fidel e Raúl Castro, que mantém presos seus maridos e filhos só porque se manifestaram contra o regime comunista e totalitário de Cuba. Em 2003, 75 homens que defendiam a democracia e a liberdade para o país, foram condenados a prisão, e muitos estão morrendo.

Enquanto os partidários de Fidel insultam publicamente essas mulheres e centenas de policiais acompanham a paisana a sua marcha silenciosa, as Damas de Branco continuam firmes porque querem chamar a atenção do mundo para os abusos sofridos por seus maridos e filhos, que não atentaram contra a vida, a segurança, a integridade ou a propriedade de ninguém – apenas queriam liberdade para expressar seus ideais de democracia e liberdade para o seu país.

Organismos internacionais que defendem a democracia e o direito de expressão de idéias pedem ao governo cubano o reexame de sua legislação repressiva e a liberdade dos que foram condenados.

O preso político não é bandido, criminoso, traficante, assaltante, seqüestrador, ladrão; é alguém que “foi privado de liberdade em conseqüência de suas convicções. Do ponto de vista democrático, a prisão por posições políticas é uma violência.” (Marcelo Araújo, diretor da Pinacoteca do Estado de São Paulo, na Folha de São Paulo em 05.02.2009).

MAIS SUBSÍDIOS PARA ENTENDER O MOVIMENTO

HAVANA (AFP) - As Damas de Branco, mulheres e mães de 75 presos políticos cubanos, concluíram neste domingo uma inédita semana de passeatas em Havana, desafiando as autoridades para pedir a libertação de seus parentes, que estão presos há 7 anos.Vestidas de branco e levando flores nas mãos - gladíolos -, as Damas de Branco, mulheres e familiares dos 75 dissidentes cubanos presos em 2003, são a única oposição nas ruas de Havana ao governo de Fidel e Raúl Castro.

A estratégia das Damas de Branco para continuar a pressionar o governo cubano a libertar seus maridos, filhos e irmãos será prosseguir com protestos todo dia 18 do mês para lembrar os presos políticos da ilha, segundo a sua líder, Laura Pollán. Foi nesse dia de março de 2003 que Havana prendeu 75 dissidentes sob a acusação de receber recursos dos Estados Unidos para criar agitação política. Ontem elas encerraram sete dias de marchas para marcar os sete anos da onda de prisões.

De acordo com Laura, as mulheres que moram em Havana também irão todos os domingos à missa na Igreja de Santa Rita e voltarão caminhando pelas ruas da cidade vestidas de branco, para não deixar que o seu drama seja esquecido. "Com toda essa comoção internacional, acredito que a libertação deles nunca esteve tão próxima", disse Laura, mulher do dissidente Héctor Masedo, condenado à prisão perpétua. "Trataremos de lembrá-los com frequência até que isso esteja solucionado."

O movimento também tem apoio do exílio cubano na Europa e nos EUA, de quem recebe alguns recursos. São cerca de US$ 50 mensais para algumas integrantes que não têm como se manter, afirmou Laura. O governo cubano diz que essa é a prova de que as Damas de Branco são financiadas por contrarrevolucionários que querem desestabilizar o regime. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


Local: Em frente ao Masp
Data: Domingo 28 de março de 2010
Horário: 10hs